Saúde, diversão, amizades, exemplo

29 março 2012


Os meus amigos mais chegados já sabem que comecei uma pequena revolução na minha vida: decidi cuidar um pouco mais da minha saúde. Para isso, comecei a caminhar (em um primeiro momento) e agora estou correndo. Corro cedo da manhã pelas ruas da Vila Nova em Porto Alegre.

O interessante é que hoje, algumas semanas após eu começar a fazer isso com regularidade, descobri novos ganhos dessa minha postura. Além da saúde, algo que já verifico melhora no meu dia-a-dia, ganhei uma atividade que me diverte e ainda é capaz de gerar novas amizades, além de aproximar ainda mais as amizades já existentes.

Descobri uma atividade que me traz ganhos diferenciados. Pensem comigo: ganhei em torno de 40 minutos do meu dia para ouvir boa música, respirar ar mais puro, conhecer novos lugares da minha cidade, pensar sobre a vida, sobre a minha vida. A corrida tem sido capaz de informar o meu cérebro sobre a minha capacidade de encarar limites, de planejar e executar novos desafios, minha capacidade de automotivação, foco, etc.

Os ganhos são também extermos. Tenho conhecido pessoas novas e pessoas que já conhecia, mas que descobri um novo vínculo. Pessoas que também tem buscado melhorar sua saúde correndo. Essa interação faz com que sejamos capazes de um tipo de motivação coletiva, que faz com que todos acompanhem todos e, assim, se motivem mutuamente. Nas competições, o que menos há é competição, mas uma grande confraternização, em que a saúde, o bem-estar físico e psíquico, a alegria de praticar um esporte e a troca de experiências é o centro de tudo.

Além disso tudo, tenho certeza que esse meu novo comportamento terá, um dia, impacto sobre as ações da minha filha e do modo que ela irá encarar o esporte e a sua saúde. Só isso pra mim já é uma enorme motivação para continuar em frente.

Inclusive já criamos uma equipe de corrida que se chama "Run Forrest Run", em que qualquer semelhança com a personagem cinematrográfica não é mera casualidade, mas isso é um assunto para outro post, assim que o http://www.runforrestrun.com.br/ esteja a pleno vapor.

E vocês, pensam o quê disso tudo?

Amor de filho, amor divino

24 fevereiro 2012

Ontem eu estava no sofá com a Mariana assistindo um desenho qualquer. Eis que ela me olha e diz: pai, eu te amo muito mais do que tu me ama. Vejam que ela não disse isso em tom de cobrança ou decepção, mas simplesmente por querer demonstrar o quão grande é o seu amor por mim. Na hora não tive muita reação a não ser dizer que também a amava muito. Depois, enquanto trabalhava, pensava sobre aquilo. Cheguei a conclusão que realmente a Mariana tem razão. Não que o meu amor por ela seja menor, seja pequeno, mas realmente o amor infantil pelos pais talvez seja a forma de amor humano que mais se aproxima do amor divino.

Tenho pra mim que nascemos com a condição de amar plenamente, amar esse amor irrestrito, desinteressado, pleno, ou seja, um amor tão humano que se assemelha ao divino. Esse amor é manifestado mais fortemente em relação aos nossos pais quando ainda somos crianças pequenas. Porém, aos poucos, vamos agregando experiências que vão nos afastando desse jeito de amar. Aprendemos outros "amores" que nos divorciam desse amor primeiro. "Amamos" o dinheiro, os bens materiais, conhecemos a vaidade, o egoísmo, os preconceitos, etc. Tudo isso vai aos poucos nos afastando daquele amor essencial que trazemos gravado em nós por Deus desde a nossa concepção (ou antes, não sei. Deus sabe).

A boa notícia é que o amor essencial não morre. Ele é tão poderoso que os outros "amores" não são capazes de destruí-lo ou mesmo substituí-lo. Ele está latente em cada um de nós. Aguarda ansiosamente o momento de vir a tona e ser capaz de manifestar-se em sua plenitude. Como fazê-lo? Quem sabe cumprindo aquilo que diz a música? Esse trecho da música Deus me ama da Ziza eu já trancrevi várias vezes aqui no blog e não vou me cansar de citá-lo quantas vezes for necessário, já que cada vez que o transcrevo, o pronuncio e então o ouço também. Diz assim: há esperança para quem quer buscar / Amor verdadeiro é querer amar. Portanto, façamos a experiência de querer amar e deixemos que aquele amor infantil que está gravado em nós se manifeste em nossas vidas.

O diálogo em extinção

14 fevereiro 2012

Fico pensando por qual motivo as pessoas têm deixado de lado o diálogo, o debate, a discussão de ideias, a argumentação, a conversa. Tenho visto que as pessoas tem se relacionado com os outros através do "curtir" ou de míseros 140 caracteres. Isso basta? Creio que não.

Como é possível discutir ideias, argumentar, debater, compreender o que o outro diz, fazer-se compreender, dessa forma? Pra mim é impensável o relacionamento humano sem o olhar, sem o toque e sem a palavra. É na palavra que conseguimos infundir a nossa intenção. A ideia precisa das demoras do debate, do argumento, da discussão. Os relacionamentos também são assim. Como construir uma amizade sem o debate? Sem ser capaz de dizer ao outro como o vejo, o que me faz bem e o que me faz mal? Vivemos a era da amizade efêmera, uma tipo de amizade líquida, aproveitando a ideia de Bauman. Nada é feito para durar, tudo é efêmero, tudo é breve, inclusive os argumentos.

A questão é que na liquidez das amizades, realmente tudo parece mais fácil. Tenho tempo de pensar na resposta. Posso dizer qualquer coisa, pois não tenho o compromisso do olhar. Posso simplesmente deixar pra lá e não dizer mais nada, afinal, a conexão caiu. Porém, não nos enganemos, pois na liquidez do diálogo, a solidez das amizades desaparece e as amizades duradouras se acabam por vaidades bobas. Se não sou capaz de questinar meu amigo sobre suas atitudes, sobre supostas coisas que disse e que me machucaram, abraça-lo nas conquistas, chorar junto dele nas derrotas, não sou capaz de vivenciar um relacionamento realmente maduro e duradouro. O que me interessa, nesse caso, não é me relacionar com o outro, mas que o outro seja capaz de satisfazer as minhas necessidades. Se não há diálogo, não há argumento, não há confronto, não existe amizade sólida. Só existe espaço para o amor líquido, que rapidamente escore entre os dedos e se acaba.

Será que não é importante pensarmos nisso?

Felicidade é decisão

30 janeiro 2012



Neste sábado eu e a Clarissa estávamos a caminho de Cidreira (praia do litoral norte gaúcho), para buscar a Mariana que havia passado a semana por lá  com seus avós. Vínhamos escutando música. Tocava um CD de músicas que me remetiam à minha infância, mais especificamente uma certa adoração que eu tinha por Kleiton e Kledir. Quando estava tocando a música Insônia, percebi uma frase que me chamou atenção de uma maneira diferente do que outras vezes que escutei essa música. Ela diz: a felicidade, apesar de tudo, é o que a gente inventou. 

Essa frase me fez pensar durante todo o final de semana. Eu ando meio quieto, pensativo, planejando um futuro ainda incerto, tentando me acertar com os desacertos que tenho com o tempo, conciliando meus desejos, minhas angústias, minha ansiedade em apressar meu processo de vida. 

Essa frase veio me fazer parar e pensar, afinal, o que é felicidade? O que busco como felicidade? Pensando em quê (que felicidade) o meu planejamento de vida vem sendo construído? 

A felicidade é exatamente o que a frase da música diz. Apesar de todos os desafios e dificuldades que a vida nos impõe, somos capazes de inventar a própria felicidade. A felicidade nada mais é do que a decisão de ser feliz. Como diz aquela outra música: felicidade não é um lugar onde se chega, mas a forma como se vai. 

É isso! A felicidade não é um objetivo futuro. Não está em um dia distante. Não serei feliz depois de conquistar isso ou aquilo. A felicidade está no processo de ir. Sou feliz no caminho, não no destino. 

É assim que pretendo viver daqui pra frente. Não quero ficar me maltratando, jogando um futuro feliz para sei lá quando. Quero viver minha felicidade a partir do próximo passo. Não quero fazer o que não é necessário e não me dá prazer, apenas para satisfazer algo que nem mesmo sei o porquê faço. Não sei bem se serei capaz de tudo isso, mas o que interessa não é saber se posso chegar lá e sim a forma da caminhada.

Um segredo entre nós

12 janeiro 2012


Hoje assisti a um filme que me fez pensar muito. O título do filme é: Um segredo entre nós. Peguei na locadora sem nenhuma pretensão. Na verdade a única motivação que tive foi o fato de ter no elenco a Julia Roberts, um fato que, por si só, já faz a Clarissa assistir qualquer filme. Por isso o trouxe pra casa.
Feliz surpresa, pois esse filme trouxe muitas reflexões importantes. O filme basicamente trata da relação pai-filho-mãe. (Já aviso que vou contar o filme. Desculpe, mas é necessário para a reflexão) Um filho que ao longo de sua infância, aprendeu a odiar seu pai, por suas atitudes, e de amar a sua mãe, por ser sua proteção, seu conforto. Eis que a vida avança e (pelo que parece, pois não é mostrado no filme) o filho já adulto volta à cidade de seus pais para a formatura da sua mãe. No caminho, o carro em que estavam seu pai e sua mãe bate em um poste e sua mãe morre. A partir daquele momento que o filme começa a dizer o que deve ser dito. É o momento em que pai e filho são confrontados com seus monstros, suas lembranças. Aos poucos, vamos presenciando a escolha do perdão em detrimento do ódio. Vamos presenciando pai e filho e seu processo interno de cura, de aceitação. Processo de possuir-se, de tomar posse do que são, partindo no caminho do perdão. Em um dado momento, o filho pergunta ao pai: sempre fomos assim?, como que suplicando ao pai um fio de esperança e de amor em sua relação. Padre Fábio de Melo escreveu que o ódio é um sentimento cansativo, pois gera peso para a mente que o administra. Claramente se percebe esse cansaço naquele filho. Meu compadre escreveu em sua música: o ódio que se guarda vai matando só quem sente. De outra parte, diz o Padre Fábio: o perdão consiste numa reconciliação amorosa com os fatos e pessoas que nos machucaram. O motor que o move é o amor, e certamente foi no amor do filho pelo pai e do pai pelo filho que o perdão teve espaço para nascer, servindo como adubo para o amor florescer novamente nos seus corações.
Com esse filme aprendi que não há tempo para o amor e para o perdão. Sempre é tempo de abrirmos espaço para que nos visitem. Sempre é tempo para tomarmos a decisão do perdão, da reconciliação, do amor. O ódio pode até nos confortar por um tempo, pode se manifestar através da vingança, mas isso não faz restituir o que já foi perdido, não faz sarar as feridas, nem desaparecer as cicatrizes. Só há uma coisa capaz de devolver a paz que constroi a felicidade: o amor, que nesse caso é fruto de uma semente chamada perdão.

As estrelas e o Menino Jesus

23 dezembro 2011


Hoje recebi um e-mail em que essa pessoa diziam que parou para olhar o céu, contemplar as estrelas e relacionou isso ao Nascimento de Cristo. Isso me fez pensar sobre a semelhança das estrelas e a vida de Cristo. Tá certo, parece estranho eu tentar fazer esse tipo de relação, mas acompanhem o meu raciocínio.

Quando olhamos para o céu, a noite, enxergamos estrelas brilhando. De vários tamanhos, de intensidades variadas. O que afinal vemos? Não sou um especialista em astronomia, mas sei que a estrela mais próxima de nós está de fato há uma distância que não sou capaz nem mesmo de mensurar. É muito longe. A luz que esta estrela irradia, viaja pelo universo durante centenas e até milhares de anos, para que possamos contemplá-la. Se isso é verdade, provavelmente algumas dessa estrelas que enxergamos no céu, nesse momento são estrelas já mortas, mas que, por essas coisas incríveis da natureza, continuam irradiando luz através de milhares de anos pelo universo.

Fiquei pensando que esta é uma figura que me remete à Deus, ao nascimento do menino Jesus, o qual celebramos sempre na noite de Natal. Não é exatamente isso que acontece? Jesus morreu na cruz por nós, há mais de dois mil anos, mas continua irradiando luz sobre a terra, continua presente no céu de nossos corações, continua enfeitando nossa vida de alegria. E mesmo antes de nascermos, Deus já gestava essa luz para que pudéssemos contemplá-la milhares de anos após sua morte, exatamente como acontece com as estrelas que precisaram morrer há milhares de anos para que pudéssemos contemplar hoje o seu brilho.

Quando estamos na escuridão, se olharmos bem, seremos capazes de enxergar a luz que irradia do coração de Deus, assim como somos capazes de perceber a estrela brilhando no céu escuro.

Na noite de Natal, se puderem, permitam-se contemplar o brilho das estrelas e lembrar que Jesus, assim como elas, continua irradiando sua luz no coração da humanidade.

Feliz Natal.

Para uma menina chamada Amor

20 dezembro 2011



Menina de nossos sonhos
Se nome ainda não tens
De Amor te chamarei

Afinal, Amor é o que tens mais
Amor dos teus pais

Mas não esqueça do Amor que vem vindo
Reconheça: é o amor do teu Dindo

Pra minha pequena nova afilhada