Meu Cartão de Natal

08 dezembro 2010


    Mais um ano vai chegando ao fim, e como sempre, paramos para recolher as conquistas, as derrotas, e assim tentar encontrar novas soluções e novas formas de fazer no ano que virá.
    Esse ano aprendi muitas coisas, talvez alguns aprendizados eu tenha perdido pelo caminho, não sei, mas o que importa é que me permiti vivenciar coisas novas e me permiti aprender sobre coisas novas, ainda que os assuntos talvez fossem os mesmos.
    Tenho aprendido com a minha experiência de pai, que cada vez que imagino dominar as respostas, as perguntas já são outras, e por mais que eu me esforce para tentar antever um passo, a sensação e a textura do solo em que piso invariavelmente me surpreende.
    Aprendi muitas coisas sobre o amor, sobre a minha amada, sobre Deus. Aprendi que o amor é feito de demoras. O amor, diferente da paixão, se consolida no tempo, se fortalece nos defeitos e não nas virtudes e que o amor é um ato volitivo, consciente. A paixão é diferente. A paixão sufoca, é egocêntrica, é efêmera.
    A paixão não avisa, simplesmente chega. Toma conta de tudo, dos pensamentos, dos nossos afazeres. Deixamos de procurar os amigos, temos problemas no trabalho, no estudo. O mundo fica voltado para o objeto da paixão. Não enxergamos mais nada, não encontramos defeitos no amado, tudo é lindo, tudo é maravilhoso. Concluímos que, enfim, estamos plenos, estamos felizes porque encontramos tudo aquilo do que precisávamos.
    Porém, o amor romântico (paixão) das novelas não permanece, tem prazo de validade. Em algum momento precisamos voltar para o mundo real. Então, se não tomamos o decisão do amor, já era. Tudo se vai. O que era maravilhoso, se torna insuportável: o sapato no meio da sala, a toalha molhada na cama, o interminável passeio pelo shopping em busca do sapato perfeito, a demora para se arrumar na hora de sair. O amor romântico das novelas não é possível para humanos verdadeiros, que erram, que magoam, que decepcionam. A verdade é essa: em algum momento o seu amante/amado vai decepcionar você. Pode ter certeza disso. Não é por maldade, é por condição de seres humanos falíveis.
    Já o amor, esse sim é feito de demoras. O amor verdadeiro não tem relação direta com as virtudes do amado. O amor verdadeiro é aquele que decide amar os defeitos do amado. É aquele que, mesmo diante de tudo de ruim que alguém possa ter, consegue enxergar aquilo que é bom e que por vezes fica bem escondidinho.
    O amor é decisão, é atitude de querer amar. Como diz a música: “amor verdadeiro é querer amar”. Ao contrário do que se diz por aí, amor se escolhe sim. Eu escolho, eu decido querer amar. Eu decido dar valor àquilo que é bom. Eu decido amar o defeito do amado.
    Não busco amar pessoas perfeitas. Perdoem-me se acreditam nisso, mas preciso dizer que elas não existem. E, se você ainda busca a pessoa perfeita, lamento, mas não encontrarás. Porém, se você acha que já encontrou a pessoa perfeita, ou você ainda não pulou a fase da paixão, ou você já aprendeu a amar os defeitos do seu amado e por isso não se incomoda com eles.
    Deus faz isso. Deus decidiu nos amar. Ele conhece nossos defeitos, nossos erros, mas Ele decide nos amar mesmo assim. Mesmo que viremos as costas a Ele. Ainda assim Ele está lá, nos amando com a mesma intensidade, nos esperando com o mesmo sorriso e com os braços abertos, prontos para nos abraçar longamente.
    Nesse natal eu desejo amar dessa forma, desejo aprender a querer amar. Desejo aprender a amar assim como sou amado por Deus. Agradeço a Ele, pois tenho certeza que sou muito amado.
    Nesse natal, desejo que todos acolham o menino Jesus na manjedoura de cada coração. Como me disse a Mariana, quando brincávamos com o presépio lá de casa: “pai, Jesus mora no nosso coração, né?”. Que Cristo possa nascer nos nossos corações e que possamos permitir que Ele more em nossos corações, assim como a Mariana acredita. Que o Natal não seja do Papai Noel, mas que seja de Jesus Cristo. Que o natal não seja dos presentes, mas seja das famílias. Que o natal não seja do egoísmo, mas seja do amor.

Feliz Natal e um 2011 cheio de amor e bênçãos.

Advento - O que espero?

30 novembro 2010

Amigos

Os cristão estão vivento o tempo do Advento. Não sou um profundo conhecedor do tema, longe disso (portanto, me corrijam se falar besteira), mas sei que o advento marca o início do Ano Litúrgico para a igreja católica.

Advento, significa vinda, chegada. É essa expectativa da chegada de Cristo que celebramos nesse tempo. Percebam que não se trata de um Cristo que "veio" e nem um Cristo que "virá", mas um Cristo que "vem", no presente, todo dia. Deus é atual, é presente, Ele vem, Ele chega. Essa vinda é contínua, está ocorrendo agora. Deus quer vir nos encontrar e viver no meio de nós e quer permanecer em nós.

Se Deus vem, se Deus quer vir e me encontrar, eu pergunto: o que espero? Afinal, o que desejo, o que espero? O tempo de advento sem dúvida é um tempo de conversão, um tempo de buscar o encontro com esse Deus que vem até nós, que nos ama e que não desiste de cada um de nós. O advento é o tempo de penguntar, afinal, o que espero, de renunciar os caminhos que me desviam durante a jornada, que me tiram o foco do que realmente espero, que é Deus, que é um mundo de paz, um mundo de amor, de fraternidade, de justiça.

Para terminar deixo as palavras do Papa Bento XVI no último domingo, quando pedia aos fiés que aprendessem com Maria a viver os gestos cotidianos com um espírito novo, com o sentimento de uma expectativa profunda, que somente a vinda do Senhor pode preencher.

E você, o que espera?

I Acamps Casais de Porto Alegre

16 novembro 2010

Amigos,

Neste feriado eu e a Clarissa resolvemos nos permitir um (re)encontro com cada um e de nós dois com o nosso casamento. Foi isso que pra nós dois significou o acampamento: REENCONTRO. Foram vários os nossos reencontros, desde o pisar novamente na Fazenda Chaleira Preta, rever os amigos envolvidos com a obra, mas, o mais importante, tivemos a oportunidade de nos reencontrarmos com nossas próprias vidas individualmente e com nossa vida como casal. Tivemos a chance de nos confrontar com a nossa vida como casal, a nossa história de vida como casal.

De fato, foi um verdadeiro reencontro de fé, de amor conjugal, de significações, de objetivos. Aprendemos muito através do exemplo de outros casais que também estavam ali se permitindo entender, se permitindo partilhar, se permitindo viver cada etapa, cada momento.

Foram três dias de muitos "REs": reencontros; redescobertas, reavaliações; replanejamentos; retomadas; reversões; reafirmações. Aprendemos muito com a experiência de outros casais, mas, principalmente, aprendemos muito com a nossa própria experiência. Creio que aprendemos que as nossas vivências já não fazem mais sentido de ser analisadas apenas individualmente, apenas sob o ponto de vista meu ou dela. As nossas experiências e suas significações, seus efeitos na nossa vida e daqueles que nos cercam, só têm valor, só são de fato verdadeiras se forem soma, se forem unidade, se forem compartilhadas. Nossas vidas, nossos anseios, nossos objetivos e nossas realizações devem acontecer em uníssono. Na nossa vida de casal não há mais espaço para obejtivos antagônicos, realizações divergentes, caminhos paralelos ou opostos. O caminho a ser trilhado deve ser um só e devemos caminhar por ele de mãos dadas e com os olhos sempre voltados para Deus. Essa sem dúvida é a nossa receita da felicidade.

Gostaríamos de, através deste "post", agradecer a essas pessoas iluminadas, determinadas, desprendidas, amorosas, que fazem parte da equipe do acamps, que também deixaram suas famílias para estarem junto de nós, para viver conosco todas essas alegrias. Obrigado pelo carinho, pelo cuidado e pelo amor a nós oferecido.

P.S.: Hoje não assinarei sozinho. Hoje assino o "post" junto com o meu amor, com essa pessoa maravilhosa que vive a tanto tempo do meu lado (palavras de afirmação... hehehe).

Zuzu e Cla

"Santidade não é ser estranho; é ser humano, é ser feliz"

01 novembro 2010



De setembro pra cá, fiz dois shows com o meu compadre Grecco. Um bem light, na livraria nova, e outro mais encorpado no último sábado em Gravataí. Me chamou a atenção que nos dois shows o Grecco falou de santidade ao introduzir a música "Reina Sobre Mim". Interessante que ele falou coisas diferentes em cada um dos shows, mas sempre trazendo um sentido para o termo "santidade", que achei que valia a pena refletir aqui no blog.

Depois do que o Grecco falou, fui pesquisar um pouquinho, buscar as palavras do Pe Fabio de Melo, referidas por ele no show, pesquisar sobre a vida de Chiara Luce Badano, também referida por ele, assim como buscar também minhas impressões sobre o assuntos e tudo aquilo que me lembro ter ouvido sobre isso.

Lembro que sempre que ouvia falar em santidade ficava muito incomodado, pois a santidade pra mim sempre foi algo muito distante, meio impossível. Não conseguia enxergar pessoas como eu na condição de santos. Quando pensamos em santidade pensamos logo em perfeição. Não é isso? Eu pelo menos pensava assim. De fato, Jesus nos chama a sermos santos, mas para sermos santos não é preciso ser perfeito. Perfeito é algo já acabado, finalizado, que não precisa mais ser mudado. Esse conceito não fecha muito com a própria condição humana, que é exatamente caracterizada pela imperfeição, pela falibilidade. Foi aí que, no dia do show de lançamento do CD do Grecco, em que eu estava lá na Canção Nova com ele, escutei uma frase dita pelo Pe Fabio de Melo, mais ou menos assim: Santidade não é ser estranho; é ser humano, é ser feliz. Foi então que a idéia começou a "bater" diferente na minha cabeça. Se santidade é ser humano, não pode ser perfeição. Então, foi ficando claro, como bem disse o Grecco no show de sábado, que santidade é processo, santidade é testemunho, santidade é caminho diário, cotidiano, de conversão. Sim, santidade é processo de transformação do coração do homem para ser semelhante a Jesus. Santidade não é um fim em si mesmo, ninguém busca (ou não deveria buscar) a santidade apenas para ser santo. A santidade é o meio de voltarmos a ser imagem e semelhança de Deus. É um processo de evolução contínua, é ter consciência da própria fragilidade. Viver a santidade é trabalhar o que é frágil em nós, buscando ser melhor. O próprio processo da melhoria já é a vivência da santidade. O Felipe Aquino escreveu que nos santificamos pelos sofrimentos, pela vivência familiar como pais e filhos cumpridores de nossa missão; pelo trabalho realizado com amor. Ou seja, o processo de santidade é um processo de humanização, para ser mais santo é preciso ser mais humano.

Essa ideia traz outras transformações também muito interessantes em razão daqueles conceitos que tínhamos anteriormente sobre santidade. É só ver o que diz o Papa Bento XVI: ser santo é tarefa de todo cristão, de todo homem. Ou seja, a santidade é vocação universal. A santidade é para todos e não apenas para alguns "eleitos". A santidade como vocação do homem. O Papa João Paulo II também já havia se manifestado sobre isso: não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda a autêntica aspiração do coração humano.

Tudo bem, até aí tudo bem, mas, afinal, como fazer para viver esse processo, como afinal seremos santos? É simples, viver a santidade é viver a radicalidade do amor. Vejam que muitos confundem a palavra "radical" com exagero. Ser radical não significa ser exagerado, ser radical significa estar ligado à raiz, ou seja, é ser coerente. Para os cristãos, a raiz é Cristo, portanto, ser radical significa estar ligado a Cristo, seguir seus ensinamentos. É preciso a atitude de amor. É preciso amar ao próximo, mover-se em direção ao próximo. O ser humano não nasceu para ser sozinho, nasceu para partilhar, nasceu para amar, nasceu para ser feliz. Para quem viu o filme Na Natureza Selvagem (o qual já foi objeto de reflexão nesse blog), vai lembrar da frase que resume o filme: a felicidade só é verdadeira quando compartilhada. Portanto, santidade também é mover-se em direção ao outro, em direção ao amor e à felicidade.

É disso que trata a frase do Pe Fabio de Melo referida no início do texto. Não precisamos nos afastar do mundo para sermos santos, não precisamos deixar de fazer o que fazíamos para sermos santos, pelo contrário, precisamos é buscar a santidade naquilo que fazemos, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa vida familiar, com nossos amigos. É a vivência humana e cotidiana, o caminho diário de conversão que me leva a verdadeiramente viver a santidade.

O que vocês pensam sobre isso?

Pilotando novas amizades

26 outubro 2010



No último domingo vivenciei uma experiência diferente. Fui auxiliar meu irmão na direção de provas de automodelismo em Portão. Estava meio receoso em ficar o dia inteiro olhando aqueles "carrinhos". Porém, como o Guto sempre falava do local e das pessoas, eu resolvi aceitar o convite.

É claro que o lugar é realmente maravilhoso, que as corridas são muito divertidas, que tudo é muito organizado, mas o que eu quero comentar não é sobre as corridas ou sobre os carros; quero comentar sobre as pessoas, sobre a forma com que se relacionam, a forma como me receberam.

Fiquei muito impressionado com a forma com que as pessoas que estavam envolvidas nas provas se relacionam. Em primeiro lugar, fui muito bem recebido por todos. Sabemos que grupos que se conhecem a bastante tempo e convivem muito tempo juntos, por vezes acabam sendo muito fechados e avessos a que pessoas estranhas ao seu mundo "invadam" o seu espaço. Lá não, todos me receberam como se eu fosse um velho conhecido.

Interessante observar que tudo se desenvolve em um ambiente muito familiar. Quando digo familiar, quero dizer que são as famílias mesmo que estão trabalhando juntas. Pais e filhos, esposos e esposas, namorados e namoradas, sendo que, da mistura dessas famílias todas, se constroi uma única família, com divergências, algumas discordâncias, como toda a família, mas, na maioria do tempo, em harmonia.

O mais interessante é que todos se ajudam. Por vezes alguém deixa de trabalhar no seu carro pra ajudar algum outro que está com um problema mais difícil de resolver. Um deles é piloto profissional, mas, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, ele ajuda todo mundo a acertar melhor o seu carro, dá dicas, "bota a mão na massa". Ou seja, o importante não é chegar em primeiro lugar, mas que todos tenham condições de participar e se divertir. Claro que é um competição amadora e a maioria lá não vive disso, mas ainda assim competição é sempre competição.

Enfim, esse pessoal forma uma turma muito legal. Já conversei com a Clarissa e falei pra ela que, assim que der, eu quero levar ela e a Mariana pra conhecer o lugar e as pessoas.

As 33 sementes do Atacama

14 outubro 2010


Há 70 dias a esperança, a fé, a compaixão, a solidariedade, a fraternidade, o amor, foram semeados no solo árido do deserto de Atacama. Trinta e três sementes de amor, que por 69 dias foram aos poucos cativando os corações do mundo inteiro. O que parecia ser tragédia, acaba por se transformar em milagre de amor.

Para alguns mais um reality show, para mim uma demonstração clara da capacidade do amor humano e do amor divino trabalhando juntos na obra da criação de uma nova percepção do homem na escala da evolução. Os 33 do Atacama encerram a era do Homo Sapiens e celebram o nascimento do Homo Solidarietatis. Depois desse episódio a característica principal do homem deixa de ser a sapiência e passa a ser a solidariedade.

Solidariedade desses seis homens que estão na foto, capazes de enfrentar a incerteza do resgate e se colocar como vítimas, fazendo o caminho inverso da idéia do resgate, saindo do conforto da superfície movidos pela vontade de salvar outros soterrados na escuridão. Homens capazes de entregar a sua vida pela vida de outros homens. Como dizia a linda música da Ziza: "não existe amor maior / que a coragem de dizer / que um dia, se preciso for / dou minha vida por você".

As 33 sementes do Atacama floresceram nos corações do mundo inteiro e nos ensinaram o verdadeiro sentido do amor e a descoberta de uma nova humanidade, baseada na solidariedade, na compaixão, na fé, na esperança, no amor. Que esse jardim alegre continue gerando frutos para toda a eternidade.

Eleições (des)proporcionais

06 outubro 2010


Amigos,

Mais uma eleição nas nossas vidas. A festa da democracia, como dizem muitos. Tenho lá minhas dúvidas, mas tudo bem. A questão que tenho conversado com muita gente nessa semana é o nosso sistema para as eleições proporcionais, que costumo chemar de eleições (des)proporcionais. Um sistema capaz de eleger deputados federais com menos de mil votos, como no último pleito em que o Enéas levou meia-dúzia de "sabe-se-lá-quem-são" para a Câmara Federal. Esse ano fala-se muito no Tiririca, sua suposta "falta de estudo" e aqueles que, se aproveitando de seus votos, acabaram por ser eleitos.

No Rio Grande do Sul não é diferente. Manuela e o seu "e aí, beleza!" conquistaram quase meio milhão de votos, que foram capazes de eleger para a Câmara de Deputados um cidadão com pouco mais de 28 mil votos, enquanto candidados como Luciana Genro, por exemplo, com quase 130 mil votos, ficaram de fora. Aí eu pergunto: como explicar pra minha filha de 3 anos que a candidata que recebeu 130 mil votos não se elegeu, enquanto o que recebeu 30 mil está lá na lista de eleitos? Como farão as professoras primárias para explicar que matemática é uma ciência exata, se terão que explicar que 30 mil é mais que 130 mil? Como explicar que a escolha dos nossos representantes se dá pela vontade do povo através do voto? Será que a vontade daqueles 30 mil são mais valiosas que a vontade dos outros 130 mil? Será que aqueles que votaram na Manuela queriam votar também naquele outro candidato? Pois foi isso que fizeram ao votar na candidata da sua preferência. Como farei pra explicar aos meus amigos que me perguntam (pelo fato de eu ser advogado e supostamente saber interpretar as leis) o que significa o que está no parágrafo único do artigo 1º da Constituição da República, quando diz: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos"? Era vontade do povo eleger um deputado federal com 28 mil votos e não eleger um deputado federal com 130 mil votos? Não sei mais o que dizer. Estou muito confuso com isso.

O pior de tudo é que não dá pra esperar que isso mude tão cedo, pois aqueles que fazem as leis são exatamente os mesmos que se beneficiam desse sistema totalmente desproporcional.

Socorro! Alguém me ajude!