26 de Abril

26 abril 2011


Amigos, 26 de abril é um dia muito importante para a história da humanidade, não é mesmo? Não sabem por quê? Prestem bem atenção no que aconteceu nessa data na nossa história e descubram.

ALGUNS FATOS RELEVANTES ACONTECIDOS EM 26 DE ABRIL

  121 - Nasce Marco Aurélio, imperador romano
1500 - Primeira missa celebrada no Brasil
1564 - William Shakespeare foi batizado na Igreja da Santa Trindade de Stratford
1648 - Nasce Dom Pedro II - Rei de Portugal
1798 - Nasce Eugène Delacroix - pintor francês
1889 - Nasce Ludwig Wittgenstein - filósofo
1903 - Fundação do clube de futebol Atlético de Madrid
1916 - Nasce Morris West - escritor
1933 - Fundação da Gestapo
1937 - Guernica foi bombardeada pela Luftwaffe Alemã (imagem acima do quadro Guernica, de Pablo Picasso)
1937 - Nasce Manga, goleiro campeão brasileiro pelo Internacional de Porto Alegre
1964 - Tanganica e Zanzibar fundiram para formar a Tanzânia
1965 - Fundação da TV Globo
1973 - Assinado o Tratado de Itaipu por Brasil e Paraguai
1976 - Nasce em Pelotas, na Beneficência Portuguesa, Luís Felipe Pino Schuch Colvara
1984 - Votação da emenda que visava a efetivação das eleições diretas no Brasil
1986 - Ocorre o acidente nuclear em Chernobyl
1992 - Inauguração oficial da ECO-92, no Rio
1994 - Primeiras eleições multirraciais na África do Sul

Descobriram?

Racismo, homofobia e outros absurdos

01 abril 2011

Obviamente que a imensa maioria dos brasileiros já teve acesso às declarações absurdas do Deputado Federal (PP/RJ) Jair Bolsonaro. Pois bem, eu quero falar sobre o que ele diz, mas quero falar também do que, na minha opinião, é ainda pior, da quantidade de racistas e homofóbicos que, encorajados pelas declarações do deputado, sentiram-se legitimados a sair do anonimato e demonstrar todo o seu ódio.

Vejam que vivemos em uma sociedade que ainda escraviza e que continua expulsando seus filhos e filhas de casa por conta de sua condição sexual. Não se surpreendam, pois não são poucos os que ainda ensinam seus filhos a atitudes racistas e preconceituosas como se fossem normais e naturais. Infelizmente, os negros ainda são tratados como subseres. Ainda vinculamos a cor da pele à criminalidade, promiscuidade à homosexualismo, tarefas domésticas à mulher, etc.

Eu tenho algumas opiniões sobre essas questões que quero dividir com vocês. Eu acredito que, inclusive, algumas tentativas de amenizar a discriminação, hoje são utilizadas no sentido diametralmente oposto (com o perdão da redundância) ao pretendido. Exemplo disso é o vocábulo politicamente correto afrodescendente. Chamar um negro de afrodescendente, passou a ser uma forma legítima de manter discursos racistas. Para mim, temos apenas uma raça, a raça humana. Por qual motivo preciso a todo momento indicar quem tem qual cor de pele? Só faço isso para discriminar, para separar. Somos homens e mulheres, humanos.

Outro exemplo é a utilização da expressão "opção sexual". Convenhamos, alguém acredita mesmo que alguém em sã consciência faria a "opção" em ser homosexual? Não consigo compreender isso. Quem gostaria de optar pelo sofrimento. Sim, pois os homosexuais sofrem o tempo todo. Sofrem a rejeição da família, são maltratadas na escola, nas relações de trabalho. Sofrem violência física, violência verbal. Sofrem quando seus amigos contam piadinhas, quando seus pais demonstram vergonha pela condição do filho. Pelo amor de Deus, ninguém escolhe ser homosexual. As pessoas são homosexuais e pronto. É uma condição e não uma opção. Enquanto continuarmos utilizando a expressão "opção sexual", continuaremos dando vazão a essa possibilidade das pessoas legitimarem suas atitudes homofóbicas com o argumento de "não incentivar as crianças a se tornarem homosexuais". Infelizmente ainda existem pessoas (muitas) que acreditam nisso.

Chega de racismo, chega de homofobia, chega de discriminação, chega de preconceito.

O que vocês acham?

Porto Alegre do meu coração

23 março 2011


Nessa semana (26/03) Porto Alegre comemora seus 239 anos. O Porto do Viamão, que foi Porto do Dorneles, Porto de São Francisco dos Casais ou Porto dos Casais e depois freguesia Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre. Talvez por essa mania Portoalegrense de abreviar tudo, tenha virado apenas Porto Alegre.

Porto Alegre é a minha cidade do coração, já que sou natural de Pelotas. Porto Alegre da minha alegria, da minha história, dos meus amores, dos meus frutos, da minha vida. Porto Alegre da brisa suave da beira do rio, das manhãs de domingo passando um mate na grama verde da Redenção, do grito de gol no Beira-Rio, do chopp gelado nas calçadas da Cidade Baixa, da vida agitada da Rua da Praia.

Minha cidade tem o cheiro da poluição dos carros do Centro, mas tem também o ar puro do Morro do Osso. Minha cidade de concreto e a frieza dos prédios é também capaz de mostrar a beleza do pôr-do-sol do Guaíba. Minha cidade é assim: um misto de feiura e beleza, alegria e tristeza.

Porto Alegre das minhas alegrias, das minha angústias, dos meus amores, das minhas cores. Feliz Aniversário minha Porto Alegre!

Obs.: a foto acima foi tirada por mim da sacada do prédio onde trabalho em uma noite fria e chuvosa. Na foto a prefeitura e, ao fundo, o mercado público.

Solidariedade cotidiana. Onde anda?

16 março 2011

É comovente como as pessoas aqui no Rio Grande do Sul têm se mobilizado para ajudar as vítimas da enchente ocorrida em São Lourenço do Sul. Realmente é bonito ver as pessoas entrando em suas casas e buscando aquelas coisas que podem não estar sendo tão necessárias pra elas, mas que podem ser fundamentais para aqueles que perderam tudo. Penso que a solidariedade está muito relacionada a esse sentimento que nos impulsiona a querer partilhar com os outros. Para isso, não há necessariamente a imposição de uma doação de cunho patrimonial. Não creio que seja assim, apenas. É possível ser solidário, nesses casos, mesmo sem ter condições financeiras de ajudar. Posso dar um sorriso, um abraço, estender a mão para levantar uma parede, ajudar a limpar a casa cheia de lama. Na verdade, a solidariedade não é apenas uma questão de doar algo, mas também pode ser "apenas" doar-se.

Esses momentos de comoção geral, gerados principalmente pelo tamanho da catástrofe e da repercussão pública através dos meios de comunicação, geram na população em geral esse "espírito solidário", pois somos capazes de nos colocar no lugar do outro. Porém, tenho me perguntado qual a razão de ainda sermos indiferentes às catástrofes cotidianas, às quais nos deparamos inúmeras vezes durante nosso dia. O menino no sinal pedindo uma moeda para comer. O homem que dorme na calçada fria, coberto com papelão para espantar o frio.

Somos capazes de nos solidarizar com aqueles que estão longe com enorme facilidade, mas temos uma enorme dificuldade de compreender a necessidade daquele que está próximo. Criamos teses estranhas para justificar nossa indiferença. Dizemos que o menino no sinal quer dinheiro pra comprar droga, ou que está sendo usado pelos pais que não querem trabalhar ou apenas porque querem dinheiro para comprar cachaça. Reclamamos que o homem que dorme na calçada fede e que, por certo, é vagabundo ou até perigoso e pode nos assaltar. Por isso andamos longe deles. Vejam que as justificativas em alguns casos são até racionais e coerentes, mas apenas nos desviam do fundamental. A verdade é que por algum motivo estamos (sociedade) negligenciando aqueles que são iguais a nós. Sim, iguais a nós! Homens e mulheres que não tem direito de ser gente, de ser cidadão, de ser digno de consideração como ser humano. São subseres que vagam por nossas cidades. Ensinamos as nossos crianças a atravessarem a rua quando tem um por perto e de sentirem medo quando "um deles" se aproxima de nós.

A solidariedade na distância é relativamente fácil, mas a solidariedade cotidiana, essa sim é complicada de ser vivida. O desafio pra mim hoje é conseguir exercitar a solidariedade cotidiana. E vocês, o que pensam sobre isso?

Quero viver já! Por que deixar pra depois?

22 fevereiro 2011


Ontem assisti ao filme que passava na televisão a noite. Um filme totalmente despretensioso, até divertido, mas que não chega nem perto de ser considerado uma grande obra de arte digna de merecer um Óscar. Porém, a mensagem trazida no filme me interessa bastante. É por conta dela que posto aqui. Antes que eu me esqueça, o nome do filme é "as férias da minha vida".

O filme trata de uma pessoa que, ao descobrir que tem pouco tempo de vida, resolve viver tudo aquilo que não teve coragem de viver durante toda a sua vida.

Fiquei pensando por que temos medo de ser o que somos. Por que temos medo de viver nossos sonhos. Por que temos medo da felicidade, de busca-la, de correr ao seu encontro. Afinal, é isso que fazemos, não é? Morremos de medo de dizer o que pensamos, de parecermos loucos e inconsequentes. Vivemos em um sistema rígido de regras que se tornam pra nós cláusulas pétreas talvez desde o ventre de nossas mães, o que depois reproduzimos quando nós somos os pais: preciso ser comportado, preciso ser o melhor, preciso ser competente, preciso me formar, preciso de um "bom emprego", preciso de estabilidade financeira, preciso parecer ser tudo isso, preciso "ter sucesso". Ser feliz é secundário, desde que eu tenho "sucesso" (alguém sabe o que isso realmente significa?).

Quem inventou que sucesso é ter uma casa grande, um carro novo e um cartão de crédito sem limite? Quem definiu que pra ter sucesso é preciso TER tudo o que se deseja? Será que o beijo filho, o carinho da mãe ao cobri-lo de noite, o colo do pai para chorar uma queda, não é sucesso? O amor de uma familia não é sucesso? Estender a mão ao amigo ou mesmo apontar-lhe o dedo quando necessário não é sucesso? Deitar a cabeça no travesseiro, respirar fundo e lembrar que vivi o dia em plenitude, que amei em plenitude, que trabalhei com honestidade, que brinquei com meu filho, não é sucesso?

Não é a toa que figurões acabam a vida amargurados e tristes, ou mesmo, literalmente, acabam com sua vida, quem sabe para abreviar o seu sofrimento. Não é a toa que filhos abandonam os pais idosos, que pais não permitem que seus filhos nasçam, que famílias se desfaçam. Talvez isso aconteça por não entenderem o significado da palavra sucesso.

Todos os dias vemos as pessoas adiarem suas vidas. Não posso casar porque não tenho dinheiro suficiente. Não posso ter filhos porque são caros. Não posso tirar férias com a família, pois preciso ganhar mais dinheiro. Infelizmente, pelo o que tenho visto, o objetivo de ganhar dinheiro é ter mais dinheiro. O dinheiro deixou de ser um meio e passou a ser um fim. Portanto, deixo de ir ao cinema com minha esposa porque preciso ganhar mais dinheiro, deixo de levar meu filho no parque porque perco tempo de ganhar mais dinheiro, deixo de ter uma família porque está atrapalhando os negócios. Quem sabe, mais tarde, quando conseguir "me estabilizar" eu possa desacelerar, curtir os filhos, viajar. Quem sabe depois de me aposentar eu possa relaxar. Engano! Não existe o momento "estável", sempre quero mais e mais. Não existirá mais curtição com os filhos, pois eles já arrumaram outro jeito de "curtir".

Quero viver agora! Quero SER agora! Já! Quero rolar no chão com minha filha hoje, rir sem saber porquê daqui a um minuto! Quero amar minha esposa o tempo todo, não posso esperar pra depois, pra algum dia! Quero abraçar meus amigos, rir com eles, chorar com eles, amar com eles já! Quero fazer o que gosto, me alegrar com os frutos do meu trabalho porque acredito que posso! Quero viver a vida do meu jeito e não da forma que os outros esperam ou desejam! Quero ser feliz! Quero ter sucesso!

E vocês, o que acham?

Síndrome Gre-Nal

15 fevereiro 2011



Li essa semana um trecho de um texto do Dom Dadeus que trata da Síndrome Gre-Nal, o qual transcrevo abaixo.

“É difícil situar-se no justo meio termo. Os radicalismos são sempre incisivos. Sentimos fortemente a síndrome do Gre-Nal. Não se consegue pacificamente ser a favor de um sem posicionar-se com igual força contra o outro. Então se calcula a alegria e a tristeza, o amor ou o ódio, por percentagens: alguém 50% gremista é consequentemente também 50% anticolorado e vice-versa. Isto vale na política, no relacionamento humano em geral.”

Sempre tive essa sensação também, mas o pior é que a síndrome não está relacionada exclusivamente ao futebol e isso preocupa. Aqui no Rio Grande do Sul esse tipo de pensamento maniqueísta é muito evidente.

Na política, temos apenas duas possibilidades: ou és do PT ou és antiPT. É simples de entender, mas as consequências são devastadoras. O problema maior, na minha opinião, não é o eleitor pensar assim, mas os próprios agentes políticos se determinarem por essa convicção. Os governantes governam sob a égide da síndrome GreNal. Os opositores fazem oposição com essa mensalidade. Quem perde? Nós, cidadãos, que ficamos em meio a essa falsa contraposição de bem e mal. Felizmente, aos poucos, estamos entendendo, principalmente através da experiência nacional, que há bem e mal em todos os partidos. Que existem bons e maus políticos em todos os partidos. Que há boas e más políticas em todos os governos. Só nos falta entender que fazer oposição não significa torcer para que o governo afunde (assim como torcemos para que o "coirmão" seja derrotado), mas significa fiscalizar e até denunciar as práticas do governo para que o bem maior (bem-comum) seja preservado. Será que será possível desvincular a política da síndrome?

Nas nossas relações cotidianas não é diferente. Não são raras as vezes que se utiliza a máxima: "se não é meu amigo é meu inimigo". Assim, fomentamos o ódio, a violência, o preconceito. Assim fazemos com a cor da pele, com a condição sexual, etc. A síndrome GreNal nas relação humanas indica que não somos capazes de conviver com a diferença, de conviver com a opinião diversa da nossa, que não suportamos que a nossa opinião não seja a "verdade". Assim, maltratamos os que não pensam como nós, subjugamos aqueles que não têm a mesma cor da nossa pele, ridicularizamos os que não têm a mesma condição sexual que a nossa. Ódio, ódio e ódio. Assim, vivemos as nossas vidas imaginando a fantasia que temos as respostas corretas e caminhamos nos caminhos certos, enquanto "os outros", por não caminharem conosco, estão errados. Por que, afinal, não podemos ter mais de um caminho para o bem? Por que não somos capazes de entender que as pessoas podem ser felizes fazendo as coisas de modo diverso do que fazemos?

Espero a partir de agora limitar a minha doença (síndrome) às quatro linhas. E vocês?

Devaneios da Língua Portuguesa II

03 fevereiro 2011



    Era uma tarde de muito calor. Na sala de espera do consultório da Dra. GRAMÁTICA, estavam todos sentados em silêncio. Constrangida, a ONOMATOPEIA se inclinou na direção da HIPÉRBOLE e disse:
    — Psiu! Viste a prova do líder ontem?
    — Claro! Morri de aflição. Eles quase se mataram pela liderança. Respondeu a HIPÉRBOLE.
    — É verdade. Um deles quase foi desta para uma melhor! Interveio o EUFEMISMO.
    A CATACRESE, interessada no assunto, veio sentar-se mais próximo do grupo para participar da conversa.
    — Pois é, no momento em que ele colocou o dente de alho entre os dentes, deve ter sentido uma ardência danada no céu da boca.
    — Quem? O Baixinho ou o Gordo? Perguntou a ANTONOMÁSIA.
    — Não sei, mas o Brasil votou e tirou ele da disputa. Respondeu a PROSOPOPEIA.
    Nesse instante, a ORTOGRAFIA, secretária da Dra. GRAMÁTICA, entrou na sala e, rapidamente, a ONOMATOPEIA, ao colocar o indicador na frente dos lábios, encerrou o assunto com um “Shhhh!”.